quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Mea Culpa




















MEA-CULPA

Quis dar contigo o derradeiro vôo,
perder-me no infinito dos teus braços
- ainda que efêmero esse vôo fosse,
e minhas asas em tua luz queimasse.

Contigo, quis viver meu “grand finale”
(nesta peça maluca que é a vida),
que inesquecível fosse, e em grande estilo,
do palco das paixões, a despedida.

Ah, como eu quis viver esse momento
de sonho, de prazer, de encantamento,
para guardá-lo na recordação!...

Mas, em mea-culpa, agora reconheço,
te superestimei, e pago o preço:
- não tinhas asas, luz nem coração...

(Eloah Borda)


Talvez goste de ver: Espaço Poesia e Poliantéia

2 comentários:

PAT disse...

Comentar, o que?rsrss
Ah essa fogo, que queima sem arder...
Beijo, amiga.

João Bosco Maia disse...

Vagando nessas tantas ruas virtuais, encontrei tua porta de amante das Letras aberta - e entrei. Devo anunciar-me como um desses que diz "Oi, de casa! Trago aqui em minhas mãos a chave para dias melhores: escrevo e vendo livros!". Assim, venho te convidar para visitar o meu blog e conhecer as sinopses de meus romances, a forma de adquiri-los e, posteriormente, discuti-los. Três deles estão disponíveis inclusive para serem baixados “de grátis”, em formato PDF.
Um grande abraço literário,

João Bosco Maia